Trabalhadores da Caixa rejeitam proposta do banco e mantêm greve nacional

12/09/2026 às 18:04279 Aufrufe
Cartazes de greve colados em agência da Caixa
Cartazes de greve colados em agência da Caixa
Brasil de Fato

Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pela direção do banco público e decidiram manter a greve nacional por tempo indeterminado, iniciada na última quinta-feira (10).

Na assembleia virtual encerrada às 23h desta sexta-feira (11), os bancários da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região votaram contra o texto com 68% de rejeição. A entidade representa a maior base de bancários do Brasil e engloba a sede e os principais centros administrativos do banco público.

Na mesma noite, a maioria dos demais sindicatos do país também realizou assembleias e rejeitou a proposta da direção da Caixa, confirmando a manutenção da paralisação em todo o território nacional.

O principal ponto de divergência nas negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) está no Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.

A proposta formulada pela instituição previa elevar o teto de custeio do plano pago pelo banco de 6,5% para 8%, mas alterava alíquotas, limites de coparticipação e valores cobrados por dependente, além de adiar a cobrança do novo modelo para janeiro de 2027. O texto oferecia ainda um prêmio de R$ 3 mil por trabalhador e o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no dia 18 de setembro.

Antes da deliberação da categoria, a direção da Caixa informou que a oferta tinha validade até sexta-feira e que, diante do resultado negativo, retiraria os termos negociados e ingressaria com ação de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Em nota, o banco afirmou que mantém o diálogo aberto e orientou a população a utilizar canais digitais, caixas eletrônicos e casas lotéricas para o atendimento durante a paralisação.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, avaliou que o resultado das urnas reflete o descontentamento da base.

“A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa. A Caixa precisa rever sua posição e apresentar uma proposta que realmente responda às demandas dos trabalhadores”, disse.

Pela Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), o representante da entidade na Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Tesifon Quevedo Neto, afirmou que a sustentabilidade do plano está no centro do debate.

“O principal argumento para a avaliação do novo ACT não está apenas na tabela de percentuais, mas nas condições para a sustentabilidade do nosso patrimônio, que é o Saúde Caixa”, afrimou.

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Brasil de Fato
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