Paralisação de profissionais da educação do RJ pressiona por audiência com governador interino

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07/10/2026 às 15:4170 wyświetlenia
Professores do RJ cobram pagamento do piso nacional
Professores do RJ cobram pagamento do piso nacional
Brasil de Fato

Os profissionais da rede estadual de educação do Rio de Janeiro realizam uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (7) para cobrar uma audiência sobre as reivindicações da categoria. A lista inclui demandas colocadas pelo sindicato desde o governo Cláudio Castro (PL), mas que não foram cumpridas por “falta de vontade política”.

Com o governo interino comandado pelo desembargador Ricardo Couto, há uma expectativa para a resolução de questões da pauta econômica e pedagógica dos profissionais. Um dos pontos é o pagamento do piso nacional.

“Estamos com uma negociação e uma abertura de diálogo com o governador interino Ricardo Couto, fruto de toda a nossa mobilização e da vontade política deste governador. Temos pautas represadas há muito tempo, desde o período do ex-governador Cláudio Castro, que não nos recebia, não tinha vontade política. Hoje a gente vê, por meio da imprensa, para onde estava indo toda a verba da educação”, afirma Dorothea Santana, diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ).

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Na semana passada, o Ministério Público realizou uma operação que revelou desvio de recursos da educação no governo anterior. Entre os alvos, está a ex-secretária de Educação do governo Castro, Roberta Barreto de Oliveira. A investigação aponta direcionamento de contratações milionárias, superfaturamento e desvio de recursos de obras em escolas públicas. 

Valorização dos profissionais

Ao Brasil de Fato, a professora da rede estadual explica que a negociação do Sepe-RJ com o governo interino também coloca em pauta questões que não dependem de liberação orçamentária, como o abono de faltas e paralisações.

“São pontos que não dependem de orçamentos, sim da boa vontade e agilidade por parte da Secretaria de Educação com olhar de valorização para seus profissionais. São questões cobradas há muito tempo mas não eram recebidas”, completou.

A categoria está em estado de greve e busca resolver, entre outros pontos, a migração dos Docentes II para I, a recomposição salarial, o pagamento do piso nacional e a situação dos Animadores Culturais. “No governo Ricardo Couto, estamos tendo finalmente um processo de agilidade dos animadores culturais que precisam se aposentar, porém a vida funcional deles não está resolvida, como a atualização do INSS. São questões fáceis de serem resolvidas, mas que antes não havia essa vontade política”, pontua Dorothea.

Após uma assembleia geral nesta manhã no Clube de Engenharia, a categoria seguirá mobilizada para um ato no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, previsto para as 14h.

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