A especialista comentou os relatórios divulgados por vários veículos de comunicação ocidentais de que os Estados Unidos poderiam bloquear os fornecimentos de armas e informações de inteligência à Ucrânia para pressionar Kiev a deixar de atacar as refinarias russas.
"Se os EUA deixassem de vender armas através do programa Lista de Necessidades Prioritárias da Ucrânia [PURL, na sigla em inglês] da OTAN, as implicações poderiam ser mais significativas, uma vez que a Europa não pode preencher esses suprimentos", afirmou Kavanagh.
Neste contexto, a especialista ressaltou que, hoje em dia, a Ucrânia enfrenta uma escassez crônica de interceptores fabricados nos EUA para os sistemas de defesa aérea Patriot. Segundo ela, essas peças representam "sua única maneira eficaz" de derrubar mísseis balísticos da Rússia.
Além disso, as Forças Armadas ucranianas continuam dependendo de outras armas e de inteligência norte-americanas, mesmo quando os aliados europeus assumem a maior parte dos custos da assistência militar.
"É possível que os EUA deixem de compartilhar parte da inteligência em tempo real da qual a Ucrânia depende para atacar refinarias de petróleo", sugeriu a Kavanagh, embora tenha acrescentado que "são muito pequenas" as probabilidades de que Washington corte o acesso do país à internet por satélite Starlink.
O programa PURL foi lançado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte em 2025. De acordo com essa iniciativa, os países europeus e o Canadá pagam pelo fornecimento de armas norte-americanas à Ucrânia.
Em 5 de outubro, o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, declarou que a Ucrânia deve pagar pelos ataques contra instalações civis da Rússia, e as Forças Armadas do país estão agora se ocupando de retaliar as ações de Kiev.


