Torcedores do Grêmio criticam fala de Renato Gaúcho e uso de espaços para propaganda bolsonarista

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14/10/2026 às 00:331 浏览
Renato Gaúcho
Renato Gaúcho
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O Movimento Grêmio Vencedor (MGV) emitiu um comunicado nesta segunda-feira (12), criticando o uso das dependências e da estrutura institucional do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense para manifestações de caráter político-partidário de apoio ao candidato de extrema direita, Flávio Bolsonaro (PL), durante a partida contra o Internacional.

“Consideramos inadequadas e incompatíveis com o momento as manifestações de caráter político-partidário atribuídas ao técnico Renato Portaluppi em coletiva de imprensa, bem como a presença, no gramado antes do clássico Gre-Nal, de pessoas vestindo camisetas com o número associado a um dos candidatos à Presidência da República”, diz o documento.

A carta é assinada por David Stival, diretor adjunto das categorias de base do Grêmio e também coordenador do Movimento Grêmio Vencedor.

Neste domingo, após empate em 1×1 em jogo contra o Internacional, válido pelo Campeonato Brasileiro, o treinador do Grêmio, Renato Gaúcho, usou a coletiva de imprensa para manifestar apoio a seu auxiliar técnico, Alexandre Mendes, investigado por violência doméstica, que foi detido suspeito de violar medida protetiva contra sua ex-companheira. E também manifestar sua preferência política pelo bolsonarismo.

Mendes foi liberado após a defesa dele comprovar que, embora estivessem no espaço, no Parque de Exposições de Esteio, durante a Expointer, não teria ocorrido aproximação entre ele e a ex-companheira.

Gaúcho criticou a cobertura da imprensa sobre o caso e afirmou que houve injustiça na forma como o auxiliar foi tratado.

“Eu nem ia me meter porque não é problema meu. Mas gente vive num país que é o seguinte: antes se atira, depois pergunta se é inocente ou culpado. Teve colegas de vocês [da imprensa] que massacraram. Eu sou totalmente a favor do cara que bate em mulher ser preso. E o dia que ele fizer isso, não vai mais trabalhar comigo. Mas é a sétima, oitava vez que acusam o cara, e o cara é inocente, afirmou.

Na sequência, o treinador disse que o Ministério Público afirmou que Mendes é inocente. Porém, o que foi retirado foi a acusação de violação da medida protetiva, que levou à soltura dele. O caso de violência doméstica segue em apuração. Ao relacionar o ocorrido ao seu posicionamento político, o treinador afirmou: “é por isso que eu sou Bolsonaro”, disse, sem mencionar o primeiro nome a quem se referia.

Na eleição de 2022, Gaúcho já havia manifestado apoio ao então presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.

“Diante disso, solicitamos que a Presidência e o Conselho de Administração do Grêmio se manifestem publicamente, reafirmando a orientação para que dirigentes, profissionais, colaboradores e demais representantes do Clube evitem manifestações político-partidárias nas dependências e em espaços institucionais do Grêmio. O Clube pertence à sua torcida, plural em suas convicções e posições políticas. Preservar essa pluralidade exige responsabilidade, respeito e compromisso com a instituição, acima de interesses individuais ou eleitorais”, defende o movimento.

O presidente do Grêmio, Odorico Roman, evitou comentar o posicionamento político do técnico Renato Gaúcho.

“Eu, como presidente do Grêmio, não vou tecer manifestações de cunho político porque eu não posso. Eu represento uma nação de torcedores de várias matizes, de vários pensamentos políticos, e eu vou me eximir de me manifestar nesse sentido”, afirmou.

O Grêmio ocupa atualmente a 18ª posição do Campeonato Brasileiro e corre o risco de ser rebaixado para a Série B do torneio.

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