A Força Aérea da Arábia Saudita lançou um ataque contra a Estação Central Al-Sabaha da Companhia de Petróleo do Iêmen, localizada em Sanaa, capital do Iêmen, além de um depósito nos arredores da capital.
Segundo a agência de notícias Saba, do Iêmen, as instalações atacadas por Riad estavam vazias e, portanto, não afetou as reservas de petróleo nem as cadeias de abastecimento.
Em resposta, o grupo iemenita Ansar Allah, também conhecido como houthi, lançaram um novo ataque contra instalações da petroleira estatal Saudi Aramco. Em anúncio prévio, o porta-voz militar Yahya Saree alertou que estariam na lista de alvos a sede da empresa em Dhahran, a refinaria de Riad, além do aeroporto internacional Rei Khalid, também localizada na capital saudita.
Nos últimos dias os houthis lançaram uma série de ataques contra a Arábia Saudita. Em especial, no sábado, o aeroporto foi atacado com mísseis balísticos deixando 13 mortos e 300 feridos.
A tensão entre os países teve início em 2015, quando a Arábia Saudita interviu no Iêmen para reinstalar o governo apoiado por Riad e aliados, entre eles, os Estados Unidos. Nos últimos quatro anos, no entanto, houve uma grande redução nas agressões entre os dois países.
Os confrontos, entretanto reiniciaram em julho quando o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen, o Conselho de Liderança Presidencial (CLP), que governa do exterior, lançou um ataque contra a pista do aeroporto de Sanaa no momento em que um avião, que transportava uma delegação houthi que retornava do funeral do ex-líder supremo do Irã Ali Khamenei, se aproximava, impedindo sua passagem.
Desde então, o Ansar Allah anunciou um bloqueio naval contra o vizinho no que chamou de uma medida "olho por olho", uma vez que Riad impõe um bloqueio por terra, ar e mar contra o Iêmen já 12 anos.
Porta de entrada sul para o mar Vermelho, o estreito se tornou rota mais vital para o fornecimento de energia da Arábia Saudita e de outros países desde o início da guerra dos EUA com o Irã, em fevereiro, quando Teerã fechou o estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao oceano Índico.
Nas últimas semanas, no entanto, a escalada acirrou drasticamente entre o governo de Riad e o Ansar Allah, que controla a capital iemenita, devido ao rápido avanço militar que o grupo teve em assumir o controle de novos territórios dominados anteriormente pelo CLP, como toda a costa ocidental do mar Vermelho até o estreito de Bab al-Mandeb, além de se aproximarem da cidade de Taiz, um dos principais centros urbanos e estratégicos do Iêmen.
Nesta terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a situação na região afirmando que os houthis estão "se comportando muito mal" e que está conversando com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
A Turquia, junto do Paquistão, possui uma aliança de defesa mútua com a Arábia Saudita, o Acordo de Meca, assinado em 7 de agosto. Os países já se comprometeram em enviar tropas ao país da Casa de Saud, mas o escopo das operações ainda não foi anunciado.



