A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) se reuniu com pais e responsáveis pelos estudantes do Colégio de Aplicação João XXIII, nas noites da última quinta-feira, 8 e sexta-feira, 9, para apresentar os resultados das avaliações técnicas da antiga sede e discutir os próximos passos para o funcionamento da instituição em 2027. O encontro contou com a participação da direção do Colégio, da Administração Superior da Universidade e de representantes da Defesa Civil de Juiz de Fora.

Interditado desde fevereiro, após movimentações de terra registradas durante as fortes chuvas que atingiram o município, o antigo prédio não poderá voltar a receber atividades escolares. As avaliações realizadas por uma empresa contratada pela Prefeitura de Juiz de Fora e a Defesa Civil, em conjunto com a comissão de especialistas da Universidade, identificaram riscos na região, o que torna necessárias intervenções para garantir a segurança da área.

A situação também envolve a aplicação da Lei nº 14.750/2023, que alterou normas relacionadas à Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e estabeleceu medidas de prevenção e redução de riscos de desastres. A legislação prevê restrições à implantação de escolas e hospitais em áreas de risco de desastre, conforme os critérios legais aplicáveis. Diante das condições identificadas, a antiga sede não poderá ser utilizada pela comunidade escolar.

Agora, a Administração Superior trabalha em três frentes: a realização de obras de contenção e recuperação da área de risco; a definição de um espaço definitivo para o Colégio João XXIII; e a avaliação das condições do imóvel utilizado provisoriamente pela instituição, na região central de Juiz de Fora.

As intervenções no espaço sede do Colégio de Aplicação dependem da elaboração de projetos técnicos e da definição dos recursos necessários para a execução das obras. O Ministério da Educação (MEC), desde o ocorrido, vem acompanhando todo o processo e já manifestou seu compromisso em financiar o novo espaço do colégio, bem como na solução imediata para melhoria do espaço provisório.

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Reunião com os pais e responsáveis aconteceu no Cine-Theatro Central (Foto: Joao XXIII)

Funcionamento em 2027
Enquanto as questões estruturais são avaliadas, a Universidade também trabalha para definir um espaço que possa atender melhor as questões pedagógicas e condições de trabalhos ao funcionamento do Colégio em 2027. Atualmente, o João XXIII ocupa provisoriamente um imóvel alugado na Rua Espírito Santo, no antigo Colégio Pio XII, na região central de Juiz de Fora. A reitora destacou que cerca de 1,2 mil estudantes precisam ter suas atividades escolares asseguradas e que outras possibilidades estão sendo avaliadas que atendam às necessidades pedagógicas, administrativas e de infraestrutura.

A Reitoria já solicitou os resultados das duas comissões nomeadas em julho, que estão envolvidas nesse processo: uma vinculada ao Conselho Superior (Consu) e outra composta pela Direção e docentes Colégio. Os grupos analisam alternativas considerando aspectos pedagógicos, jurídicos, orçamentários, administrativos e de segurança.

A reunião também abriu espaço para que pais e responsáveis apresentassem dúvidas e demandas relacionadas à situação do Colégio. Entre as preocupações levantadas estão questões de segurança, infraestrutura e organização pedagógica.