Como Lula e Flávio Bolsonaro propõem caminhos diferentes para a educação a 10 dias da eleição

به قلم Gabriela Carvalho15/10/2026 às 18:4313 بازدید
Manifestação uniu defesa de direitos, da soberania e da educação
Manifestação uniu defesa de direitos, da soberania e da educação
Brasil de Fato

Este 15 de outubro, Dia do Professor, marca os dez dias que antecedem o segundo turno das eleições presidenciais, em que estão em disputa dois projetos de Brasil muito distintos: de um lado o senador Flávio Bolsonaro (PL) e, de outro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula menciona em suas propostas para a área da educação a construção de creches, pré-escolas, valorização dos professores, aumento do número de matrículas em tempo integral e ampliação de programas como o Pé-de-Meia. Já Flávio fala em voucher-creche, para quando não houver vaga em unidade pública, reformulação do ensino técnico para aproximar escolas e empresas, expansão do modelo de escolas cívico-militares e transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Thiago Esteves, professor de sociologia e pesquisador em educação, avalia que o eleitor tem acompanhado vários escândalos, mas pouco tem se falado em propostas.

O professor critica alguns pontos que aparecem no plano de governo de Flávio e afirma que “não estão de acordo com o que os professores e comunidade educacional” demandam. “Não há qualquer menção sobre valorização dos professores. Ele não traz elementos de aumento salarial. Se a gente pega o caso dos vouchers, é importante que as pessoas saibam que, no caso do Brasil, temos um modelo de gestão tripartite, ou seja, estados, municípios e União têm deveres e direitos na política educacional. No caso, as creches são responsabilidade direta dos municípios. Claro, em articulação com repasses da União, mas é do município”, reforça.

Outro ponto destacado por Esteves como ponto de atenção é a retirada do ensino superior da aba do Ministério da Educação (MEC). “Eu desconheço um modelo em que as universidades públicas de um país estejam submetidas ao Ministério de Ciência e Tecnologia. São áreas afins, mas não é a finalidade básica da educação estar junto com a ciência e tecnologia. O que será das áreas humanas que não são necessariamente de ciência e tecnologia? Ele quer submeter a educação à lógica do mercado”, explica.

Sobre o processo de alfabetização e o projeto do método fônico defendido por Flávio, Thiago Esteves afirma que é uma prática ultrapassada e questionada por especialistas da área. “É um modelo que promove a relação entre os sons e as letras e os grupos de letras. São aquelas famosas cartilhas que traumatizaram toda uma geração e deixaram gerações excluídas do ensino”, destaca.

Na avaliação de Esteves, todo o projeto de educação bolsonarista acaba sendo uma “tentativa da extrema direita em se contrapor ao que dizem pesquisadores, teóricos, estudiosos que existem no campo progressista”. Um exemplo que o professor dá é o método Paulo Freire, sempre alvo de ataques do bolsonarismo. “Vem muito mais de um embate ideológico na tentativa de se contrapor à esquerda”, argumenta.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

منبع
Brasil de Fato
گشودن نسخه اصلی ↗
این خبر مفید بود؟

بحث‌ها 0

نخستین مشارکت‌کننده در بحث باشید.

اطلاعات خود را به اشتراک بگذارید و استدلال خود را مطرح کنید

در انتشار اطلاعات یا داده‌های مفید تردید نکنید.

برای شرکت در بحث، وارد شوید یا حساب رایگان بسازید.