A cantora e drag queen Aretuza Lovi lança nesta quinta-feira (15) o álbum “Calor Nacional”, projeto que mistura diferentes vertentes do pop com ritmos brasileiros. Em entrevista ao Brasil de Fato, a artista também falou sobre o cenário político brasileiro, criticou o bolsonarismo e defendeu que artistas se posicionem diante das ameaças aos direitos da população LGBTQIA+.
“O bolsonarismo, para mim, é uma extrema doença”, afirmou a cantora, ao manifestar preocupação com a possibilidade de vitória da extrema-direita no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Prestes a completar 15 anos de carreira, Aretuza conta que o novo disco representa um reencontro com suas origens musicais e uma celebração dos espaços conquistados por artistas drag na indústria fonográfica.
“Uma Aretuza que, há 15 anos, imaginou que drags poderiam cantar músicas brasileiras e pop brasileiro em um espaço onde não existia nada nem ninguém, onde tudo era ‘mato’. Fui taxada muitas vezes de louca, e esse álbum veio para celebrar que essa loucura venceu”, declarou.
O trabalho reúne participações de Linn da Quebrada, Romero Ferro, Alexa, Katy da Voz, Isma e Getúlio Abelha. Para a artista, a presença de músicos LGBTQIA+ no mercado representa uma conquista que também carrega significado político.
“Resistir em um país extremamente homofóbico, principalmente no cenário que estamos vivendo, faz da música um ato político da nossa comunidade”, destacou.
Posicionamento político
Aretuza contou que acompanha intensamente a campanha eleitoral nas redes sociais e tem utilizado suas plataformas para se manifestar politicamente. A cantora também criticou artistas que evitam assumir posicionamentos públicos durante as eleições.
“Sobre artistas que não se posicionam: acho que são pessoas fracas, com medo. Precisamos nos posicionar, porque depois que tudo se resolve, todo mundo quer usufruir das conquistas”, afirmou.
Ao comentar a possibilidade de um novo governo de extrema-direita, a drag queen demonstrou preocupação com direitos relacionados ao casamento, à adoção e ao reconhecimento das famílias LGBTQIA+.
“Se a extrema-direita ganhar, virá em uma política de vingança para nos atingir em todas as questões. Não estará em pauta um direito específico, mas o próprio direito de existir e de viver”, alertou.
A cantora também defendeu que o momento político não deve interromper a produção cultural. Segundo ela, continuar lançando músicas e ocupando espaços públicos é uma forma de enfrentar tentativas de silenciamento.
“Não é porque o momento é tenso que temos que parar tudo; isso é o que querem, que a gente se cale e não faça as coisas”, criticou.

Famílias diversas
Aretuza também falou sobre a experiência da paternidade e sobre como o filho, de 12 anos, transformou sua maneira de enxergar os vínculos familiares.
“Não existe um único formato de família. Família é constituída por pessoas que te fazem bem, te amam, te apoiam e estão ao seu lado”, defendeu.
A artista compartilhou ainda uma experiência dolorosa de sua vida pessoal. Segundo ela, o pai morreu há três meses sem respeitar sua identidade. “Ele não precisava me aceitar, mas nem o respeito existiu”, relatou.
Para Aretuza, a educação é fundamental para combater o preconceito e garantir que os direitos LGBTQIA+ não sejam tratados apenas como pautas eleitorais.
“O primeiro passo para qualquer governo é apostar em programas de educação que falem de diversidade dentro das escolas”, afirmou.
Ao comentar o futuro da carreira, a cantora garantiu que continuará produzindo música e defendendo suas convicções, independentemente do resultado das eleições.
“Independente da política, ninguém vai me silenciar. Já passei por muitas coisas desde a infância, quando tentaram me calar a vida toda. Vou continuar gravando e criando com muito amor”, declarou.
Sobre o novo álbum, Aretuza reforçou o desejo de valorizar a identidade cultural brasileira. “Esperem muito calor, muito swing e a recuperação das nossas cores do Brasil. Esse calor nacional é nosso, não dos outros”, concluiu.
A cantora e drag queen Aretuza Lovi lança nesta quinta-feira (15) o álbum “Calor Nacional”, projeto que mistura diferentes vertentes do pop com ritmos brasileiros. Em entrevista ao Brasil de Fato, a artista também falou sobre o cenário político brasileiro, criticou o bolsonarismo e defendeu que artistas se posicionem diante das ameaças aos direitos da população LGBTQIA+.
“O bolsonarismo, para mim, é uma extrema doença”, afirmou a cantora, ao manifestar preocupação com a possibilidade de vitória da extrema-direita no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Prestes a completar 15 anos de carreira, Aretuza conta que o novo disco representa um reencontro com suas origens musicais e uma celebração dos espaços conquistados por artistas drag na indústria fonográfica.
“Uma Aretuza que, há 15 anos, imaginou que drags poderiam cantar músicas brasileiras e pop brasileiro em um espaço onde não existia nada nem ninguém, onde tudo era ‘mato’. Fui taxada muitas vezes de louca, e esse álbum veio para celebrar que essa loucura venceu”, declarou.
O trabalho reúne participações de Linn da Quebrada, Romero Ferro, Alexa, Katy da Voz, Isma e Getúlio Abelha. Para a artista, a presença de músicos LGBTQIA+ no mercado representa uma conquista que também carrega significado político.
“Resistir em um país extremamente homofóbico, principalmente no cenário que estamos vivendo, faz da música um ato político da nossa comunidade”, destacou.
Posicionamento político
Aretuza contou que acompanha intensamente a campanha eleitoral nas redes sociais e tem utilizado suas plataformas para se manifestar politicamente. A cantora também criticou artistas que evitam assumir posicionamentos públicos durante as eleições.
“Sobre artistas que não se posicionam: acho que são pessoas fracas, com medo. Precisamos nos posicionar, porque, depois que tudo se resolve, todo mundo quer usufruir das conquistas”, afirmou.
Ao comentar a possibilidade de um novo governo de extrema-direita, a drag queen demonstrou preocupação com direitos relacionados ao casamento, à adoção e ao reconhecimento das famílias LGBTQIA+.
“Se a extrema-direita ganhar, virá com uma política de vingança para nos atingir em todas as questões. Não estará em pauta um direito específico, mas o próprio direito de existir e de viver”, alertou.
A cantora também defendeu que o momento político não deve interromper a produção cultural. Segundo ela, continuar lançando músicas e ocupando espaços públicos é uma forma de enfrentar tentativas de silenciamento.
“Não é porque o momento é tenso que temos que parar tudo; isso é o que querem, que a gente se cale e não faça as coisas”, criticou.

Famílias diversas
Aretuza também falou sobre a experiência da paternidade e sobre como o filho, de 12 anos, transformou sua maneira de enxergar os vínculos familiares.
“Não existe um único formato de família. Família é constituída por pessoas que te fazem bem, te amam, te apoiam e estão ao seu lado”, defendeu.
A artista compartilhou ainda uma experiência dolorosa de sua vida pessoal. Segundo ela, o pai morreu há três meses sem respeitar sua identidade. “Ele não precisava me aceitar, mas nem o respeito existiu”, relatou.
Para Aretuza, a educação é fundamental para combater o preconceito e garantir que os direitos LGBTQIA+ não sejam tratados apenas como pautas eleitorais.
“O primeiro passo para qualquer governo é apostar em programas de educação que falem de diversidade dentro das escolas”, afirmou.
Ao comentar o futuro da carreira, a cantora garantiu que continuará produzindo música e defendendo suas convicções, independentemente do resultado das eleições.
“Independentemente da política, ninguém vai me silenciar. Já passei por muitas coisas desde a infância, quando tentaram me calar a vida toda. Vou continuar gravando e criando com muito amor”, declarou.
Sobre o novo álbum, Aretuza reforçou o desejo de valorizar a identidade cultural brasileira. “Esperem muito calor, muito swing e a recuperação das nossas cores do Brasil. Esse calor nacional é nosso, não dos outros”, concluiu.
