"Essa disputa na ALERJ é uma disputa ainda muito mais violenta, porque a gente sabe que a extrema-direita, como aconteceu em anos anteriores, tem por hábito, tem por política o ataque às mulheres. Será um desafio também ainda maior nessa legislatura termos uma bancada com mais mulheres. Sem dúvida alguma, o desafio para o próximo período é o de uma extrema-direita que cresceu, que ganhou espaço em relação ao centro e a uma direita mais tradicional".
⚖️🗣 Deputada eleita do PSOL vê avanço da extrema-direita e ligação com crime organizado como próximos desafios na Alerj 🇧🇷 Em entrevista à Sputnik Brasil, a deputada estadual eleita Luciana Boiteux (@luboiteux) (PSOL-RJ) afirmou que o crescimento da extrema-direita e as suspeitas de relações entre políticos e o crime organizado estão entre os principais desafios da próxima legislatura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 💁♀️ Segundo Boiteux, a presença majoritária de mulheres na bancada do PSOL também torna a disputa política mais desafiadora, diante do que ela classifica como uma prática recorrente da extrema-direita de atacar mulheres. 💬 "Como aconteceu em anos anteriores, a extrema-direita tem por hábito, tem por política o ataque às mulheres. Então eu acho que vai ser um desafio também ainda maior nessa legislatura termos uma bancada com mais mulheres." 🚨 A parlamentar eleita criticou, ainda, o espaço ocupado por interesses pessoais e afirmou que a Alerj tem aparecido mais nas páginas policiais do que nas páginas políticas.
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) October 15, 2026
"É um desafio também estar atuando em uma casa legislativa em que a tônica tem sido os interesses pessoais e, segundo relatado também, muito grave essa promiscuidade com o crime organizado, então, temos esse desafio de enfrentar não só a extrema direita como ideologia, mas é importante que se diga, é uma extrema direita que articula em uma perspectiva também de relação com milícias, com crime organizado", disse.
Principais pautas
"Minha carreira política está totalmente ligada às minhas pautas. E a minha militância, desde a militância feminista, em que estou também há muito tempo, nessa luta feminista em especial, além de uma mobilização mais geral, a luta contra a violência de gênero e pela legalização do aborto no Brasil, isso se intersecciona diretamente com a minha profissão, como professora, nas minhas pesquisas."
"Sabemos que o estado do Rio de Janeiro tem uma população bastante alta, tem um sistema penitenciário com muitas violações de direitos humanos. Então a gente quer aprofundar essa pauta, quer seguir nessa luta feminista por uma fiscalização in loco das políticas públicas dirigidas a mulheres."
Valorização da educação pública, dos servidores e mais concursos
Restatização da Cedae
"O serviço público de qualidade precisa ser efetivamente garantido e a privatização é algo que não traz bons resultados, além de ser mais um tipo de desvio do fundo público para a iniciativa privada. Água é direito, não é mercadoria. Queremos reestatizar a Cedae e garantir o Mínimo Vital da Água, proposta em projeto de lei de nossa autoria", declarou.
💧🚨 'O acesso à água é um direito, não uma mercadoria', afirma deputada eleita sobre possível reestatização da Cedae ⚖️ À Sputnik Brasil, a deputada estadual eleita Luciana Boiteux (@luboiteux) (PSOL-RJ) defendeu a mobilização da população e a articulação política como caminhos para viabilizar a reestatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). 🗣 Para a parlamentar, é necessário conscientizar trabalhadores e usuários dos serviços de abastecimento sobre a importância de tratar o acesso à água como um direito, e não como uma mercadoria. 📑 A deputada eleita reconheceu que a retomada do controle estatal envolve obstáculos jurídicos e políticos, mas rejeitou a ideia de que a privatização seja irreversível. Segundo ela, eventuais questionamentos legais sobre o próprio processo de privatização da Cedae também podem abrir caminhos para a reestatização. 💬 "A reestatização depende de uma vontade política, e o jurídico está aí para servir a vontade política."
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"Isso envolve percalços jurídicos e outras questões, mas que vão ser vistas ao longo da luta, porque tem também um discurso que é paralisante, que diz assim: 'Agora que privatizou, nunca mais'. A reestatização depende de vontade política e o jurídico está aí para servir à vontade política [...] é uma luta que tem que ser articulada a partir de uma maioria parlamentar, mas também de mobilização da sociedade."
Mobilizar e fiscalizar
"Pretendo fazer um mandato que seja mobilizador, canalizador das lutas das ruas, das lutas da esquerda para o parlamento e para fora do parlamento. E, nesse sentido, essa mobilização é o que a gente entende que pode eventualmente ser a força política motriz que nos permitirá ampliar direitos e eventualmente aprovar legislações", defendeu. "Destaco aqui na fiscalização das políticas públicas de educação, dos direitos das mulheres, da causa animal, do sistema penitenciário, das políticas públicas de direitos humanos".
🏛🔍 À Sputnik Brasil, Luciana Boiteux defende mandato mobilizador e promete fiscalizar políticas públicas na Alerj 📌 A deputada estadual eleita Luciana Boiteux (@luboiteux) (PSOL-RJ) afirmou que a mobilização popular e a fiscalização do poder público serão prioridades de seu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 💪 Segundo a parlamentar, diante das divergências com a maioria da Casa, a esquerda precisa fortalecer a articulação com partidos progressistas e mobilizar a população para avançar na conquista de direitos. Boiteux afirmou que pretende levar as reivindicações dos movimentos sociais para o Parlamento e manter a mobilização também fora dele. 🗣 "E, nesse sentido, essa mobilização é que a gente entende que pode, eventualmente, ser a força motriz, a força política motriz que vai nos permitir ampliar direitos e, eventualmente, aprovar legislações."
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