Intitulado "Cuba Libre: a opressão que Havana esconde", o encontro está previsto para 19 de outubro, na sede da ONU, e é descrito como uma oportunidade para apresentar perspectivas sobre as "duras realidades" de certas práticas e políticas supostamente adotadas pelo governo cubano.
"Denunciamos este evento nos termos mais enérgicos possíveis. Trata-se de uma iniciativa motivada politicamente, organizada de maneira questionável, cujo objetivo claro é atacar Cuba e promover uma narrativa hostil contra nosso país", disse Guzmán.
"As Nações Unidas não são uma plataforma para perseguição política, interferência nos assuntos internos de um Estado ou campanhas destinadas a minar sua soberania. Essa iniciativa viola as regras que regem o uso das instalações da ONU."
O evento ocorre antes da apresentação cubana, à Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), do 34º projeto de resolução consecutivo que exige o fim do embargo econômico dos Estados Unidos, nos dias 27 e 28 de outubro.
Desde 1992, a AGNU adota anualmente uma resolução que exige o fim das restrições unilaterais de Washington contra Havana. O documento conta com o apoio da maioria dos Estados-membros da organização. No ano passado, recebeu o apoio de 165 países e foi rejeitada por 7, enquanto 12 se abstiveram, registrando o maior número de abstenções e votos contrários em mais de três décadas.
Nos últimos dias, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, também acusaram Washington de tentar influenciar a votação por meio de pressões sobre governos e chefes de Estado.


