Míssil russo Izdelie 506, com alcance de 6.500 km, é alarmante para a OTAN, diz mídia

16/10/2026 às 15:060 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
Conforme a publicação, o Izdelie 506, um míssil de cruzeiro de lançamento aéreo projetado para os bombardeiros estratégicos russos Tu-95MS e Tu-160M, causa grande preocupação no Ocidente porque é capaz de atingir, em tese, uma série de alvos em território norte-americano.
Os analistas ocidentais estão particularmente surpresos com a forma como os engenheiros russos conseguiram garantir um alcance de voo tão extraordinariamente longo. Segundo a reportagem, esse míssil pode se tornar uma nova ameaça séria para a Aliança Atlântica, porque a capacidade dos países ocidentais de enfrentar ameaças aéreas "está sob escrutínio".
Alguns especialistas militares ocidentais acreditam que a Rússia pode ter feito um grande avanço tecnológico, comparando a escala potencial desses avanços a um "salto quântico" no desenvolvimento de projéteis.
Os especialistas ainda não conseguem explicar como os técnicos russos alcançaram essas características. É possível que os engenheiros tenham conseguido reduzir o tamanho de elementos individuais do míssil, incluindo a ogiva, liberando espaço adicional para combustível.
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Segundo outras suposições, foi utilizado um motor turbojato mais econômico, ou foram feitas mudanças na composição do combustível ou na melhoria da aerodinâmica.
De acordo com a publicação alemã, o Izdelie 506, juntamente com os mísseis russos Oreshnik e R-36M, "amplia o arsenal estratégico de Moscou" e, sendo uma arma poderosa de longo alcance, é capaz de representar uma ameaça potencial não apenas para a Europa, mas também para os Estados Unidos.
O Kremlin advertiu repetidamente que a Rússia não ameaça ninguém, mas não vai ignorar ações potencialmente perigosas para seus interesses.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou que a Rússia permanece aberta ao diálogo com a OTAN, mas em uma base de igualdade, enquanto o Ocidente deve abandonar o curso da militarização do continente europeu.
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