A criança foi assassinada na porta de casa pelo policial militar Bruno Dias Delaroli, que contratou o candidato a presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como advogado de defesa.
A denúncia foi apresentada em 2022, contra o estado do Rio de Janeiro, por omissão diante de violações de direitos humanos, e aponta o avanço das milícias e a suposta proteção de agentes públicos, entre eles Flávio, o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Secretaria do Procedimento de Reclamações do Conselho de Direitos Humanos informou que o caso será submetido à análise do grupo de trabalho competente entre os dias 18 e 24 de dezembro, em Genebra, na Suíça.
O tema ganhou repercussão nas últimas semanas, com uma entrevista da mãe de Ana Clara, Cristiane Gomes da Silva. Em vídeo, ela cobrou justiça e criticou a atuação da defesa do policial militar réu pelo crime.
Em 2024, o senador assinou recurso, enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para reverter a decisão que determinou que o policial fosse a júri popular, tentando anular o julgamento por crimes dolosos contra a vida.
Delaroli ainda não foi julgado nem condenado pela morte da menina Ana Clara. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.


