"É nítido que qualquer tipo de investida contra o Irã e a Europa, de forma cautelosa, mas muitas vezes subserviente, acaba se alinhando a essa posição. Então, o Irã vê que seu espaço no Ocidente está sendo isolado e decide olhar para o outro lado. Portanto, para o Irã é interessante, sim, que se aproxime de China e Rússia", disse.
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"O Irã vem cada vez mais se comportando como aquele ponto de estrangulamento. Porque o Irã é uma rota de conexão direta entre a Rússia e o oceano Índico, que seria o mar da Índia. [Por exemplo], a Rússia, em vez de dar a volta inteira através da Europa, passando pelo Mediterrâneo, ou até dando a volta na África, pode simplesmente passar pelo Irã", comenta.
Eurásia é uma oportunidade para o comércio iraniano
"É uma visão que, sim, é muito válida em relação a essa União Econômica Eurasiática. O Irã está olhando para leste, está se colocando em termos de segurança, mas, em termos econômicos, é um país buscando diversificação e, daí, com parceiros que, historicamente, pelo menos nessa história recente, estão mais dispostos a oferecer algum tipo de resistência em relação ao que seria o Ocidente", destaca.
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"Além disso, o Irã está ao lado do que seriam os países do Golfo. O petróleo mundial circunda pelo Irã. Então, ele é esse ponto de conexão entre o petróleo global e a Ásia, que é um continente que está em franca ascensão e que a gente pode falar principalmente de China e Rússia. A Europa que precisa cada vez mais de energia", observa.
OCX também é importante na política externa do Irã
"Em relação à OCX, é uma organização não só de segurança, mas que promove inúmeras iniciativas, e o Irã estar nesse debate, estar nessas parcerias, com certeza é muito vantajoso. [O mundo] cada vez mais vem migrando para essa multipolaridade, e a diversificação das parcerias é essencial", conclui.
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