Maduro e esposa podem enfrentar novas acusações nos EUA por suposta tortura de norte-americanos

07/10/2026 às 23:130 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
Segundo a emissora, promotores de Nova York avaliam apresentar as novas acusações já na próxima quinta-feira (8). As denúncias estão relacionadas à detenção de mais de uma dezena de cidadãos dos EUA em prisões venezuelanas durante o período em que Maduro comandou o país.
Entre os norte-americanos que relataram abusos estão Matthew Heath e Osman Khan, libertados em uma troca de prisioneiros em outubro de 2022. Na ação judicial, os dois afirmaram ter sido submetidos a métodos como afogamento simulado, choques elétricos, ameaças de violência sexual, uso de substâncias que alterariam a percepção e períodos de confinamento solitário.
Outro grupo citado pela CNN é o chamado "Citgo 6", formado por seis executivos do setor de petróleo que foram detidos na Venezuela em 2017 e permaneceram presos por quase cinco anos. Em processos contra a Citgo, Tomeu Vadell, Alirio Jose Zambrano e Jose Luis Zambrano afirmaram ter sofrido tortura durante o período de encarceramento.
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Os norte-americanos passaram pela Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), órgão que, segundo relatório das Nações Unidas citado pela CNN, foi responsável por detenções arbitrárias, maus-tratos e tortura de opositores políticos e seus familiares.
Maduro e Flores foram sequestrados em Caracas no início do ano e, desde então, seguem presos em Nova York. Na primeira audiência, ambos declararam ser inocentes das acusações de conspiração para narcoterrorismo e de outros crimes. O presidente contesta a legalidade de sua prisão e, por meio de seus advogados, sustenta que teria direito à imunidade, já que os fatos alegados teriam ocorrido enquanto ocupava a presidência.
Flores deve comparecer a uma audiência na quinta-feira, quando sua defesa pretende solicitar novamente que ela seja colocada em prisão domiciliar enquanto aguarda o julgamento. A promotoria afirma ainda que o governo venezuelano não apresentou em nome de Maduro um pedido de imunidade.
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