"O regime de Kiev é condenado a se tornar um failed state, ou seja, aquilo que na ciência política se denomina como Estado falido, salvo se houver a continuidade de financiamento, a fundo perdido praticamente, por parte do Ocidente coletivo, tendo em vista que os recursos ucranianos já foram redistribuídos por vários ativos ocidentais. Não há muito mais o que lotear", disse.
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"O déficit só esse ano, para poder fechar o orçamento com as necessidades militares, é de 27 bilhões de dólares. [Além disso] há críticas cumulativas dentro da sociedade, até mesmo dentro das elites políticas europeias, em relação ao financiamento sucessivo e constante [à Ucrânia]. Isso leva a uma perspectiva de sobrevivência do Estado ucraniano extremamente crítica", comenta.
Colapso ucraniano pode ser a oportunidade polonesa
"Isso tudo vai formando um caldo de cultura que leva a um fervor nacionalista polonês crítico em relação à Ucrânia e à perspectiva de reivindicação de áreas outrora pertencentes ao principado polaco-lituano e, consequentemente, os poloneses podem fazer reivindicações, sim, a médio e longo prazo dessas áreas e criar novas tensões", destaca.
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"A geopolítica tem que ser analisada não por um contexto imediatista, mas por fatores de curto, médio e longo prazo. Precisamos entender que, na essência do Estado polonês, há uma absoluta incompatibilidade com o ultranacionalismo ucraniano que, no caso, glorifica nazistas que apoiaram o massacre de poloneses. Isso é um estresse social, cultural crescente por parte dos poloneses em relação aos ucranianos", observa.
Projeto de poder de Zelensky prejudicou a sociedade
"A intransigência de Zelensky tem custado cada vez mais à sociedade ucraniana, justamente porque ele precisa da continuidade da guerra, não só para abastecer o regime com recursos, e as consequências disso estão aí", conclui.
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