"A gente quer chegar a um resultado em dezembro [quando termina o grupo de trabalho do qual preside] e tudo é resolvido por consenso. Então todo mundo tem que apoiar. Mas o que é o consenso? Consenso é uma coisa que ninguém gosta, mas que todo mundo pode viver com aquilo. E esse é o meu trabalho", disse.
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"O nosso trabalho é desarmar o mundo. Não é fácil, mas a gente cuida de tudo. Exceto química, mas nuclear, biológica, armas leves, tudo. A gente já tem 93% do texto semiaprovado [do grupo de trabalho]. A França, Reino Unido e Rússia são os três depositários da Convenção. Além disso, a Rússia é um ator preponderante, se tem alguns europeus, EUA e China que são países importantes nesse jogo", comenta.
Entraves políticos são obstáculos a serem superados
"O cenário político internacional é refletido em todas as reuniões, seja em Genebra, seja na Organização Internacional do Trabalho, seja Direitos Humanos, seja desarmamento, isso daí reflete. A gente costuma dizer que o importante não é a mensagem, é o mensageiro. A situação internacional é difícil", destaca.
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"Não se conseguem controlar [totalmente as armas biológicas]. Isso é impossível. Antigamente, quando houve essa convenção, para se produzir uma arma biológica se necessitava de um grande edifício. Hoje em dia, se faz uma arma biológica no fundo do quintal. Pode-se usar uma fábrica de cerveja para produzir arma biológica. Então, é difícil você verificar porque tem um uso dual para o bem e para o mal", observa.
Rússia busca cooperação estratégica com os países
"A Rússia, como um dos países depositários da Convenção, considera como principais prioridades nesta direção o desenvolvimento de um protocolo universal, juridicamente vinculativo e não discriminatório para a Convenção, além do estrito cumprimento, em nível nacional, das obrigações da convenção pelos Estados-partes. Defendemos a criação de um sistema para avaliar os avanços científicos e tecnológicos na esfera biológica e para monitorar as pesquisas correspondentes", conclui.



