O encontro ocorreu em Nova York, à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Horas antes, o presidente Donald Trump fez seu discurso na tribuna, informando que considera "aniquilar" o Irã ou fazer um acordo com o país, do qual garantiu que "nunca terá uma arma nuclear".
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De acordo com uma fonte citada pela agência iraniana, Araghchi transmitiu aos representantes dos EUA as "posições decisivas" de Teerã sobre a retomada da circulação pelo estreito.
Entre as exigências iranianas está o levantamento imediato do bloqueio naval norte-americano, além do pagamento dos fundos iranianos bloqueados e do fim da guerra em todas as frentes.
Trump também confirmou que representantes de Washington e Teerã mantiveram contatos durante a Assembleia Geral da ONU. Segundo ele, seus enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner se reuniram com representantes iranianos para discutir um possível acordo.
"Eles estão em mediação há algum tempo, mas acho que há muito impulso para que cheguem a um acordo. É isso que estamos ouvindo de todo mundo", afirmou Trump durante uma reunião com países do Golfo.
Bloqueio começou após escalada militar
A restrição à passagem de embarcações pelo estreito de Ormuz foi adotada pelo Irã após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país em 28 de fevereiro. Em resposta, as forças norte-americanas estabeleceram um bloqueio naval contra navios que viajavam de ou para portos iranianos.
Em 18 de junho, Washington e Teerã haviam assinado um memorando de entendimento sobre o fim da guerra na região em todas as frentes, incluindo o Líbano. O documento previa que os dois países realizassem negociações em até 60 dias para tentar chegar a um acordo definitivo.
O prazo terminou em 17 de agosto sem que o processo resultasse em uma solução e, desde então, novas escaladas entre os dois países mantiveram incerto o futuro das negociações.


