"O nacionalismo escocês, por exemplo, não surgiu com o Brexit, muito menos no País de Gales e menos ainda no caso da Irlanda do Norte. O que há atualmente são partidos com um alinhamento mais nacionalista e de busca por autonomia, a gente consegue imaginar que é uma tendência mesmo", disse.
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"São movimentos [internos por autonomia] que, ao longo dos anos, vêm conseguindo mais oportunidades de decidirem melhor o seu futuro, o seu planejamento como região, do que necessariamente eles acabarem se desvinculando do Reino Unido. Embora haja uma parcela significativa desses movimentos por maior autonomia, que deseja uma separação clara e completa", comenta.
Entre o problema fiscal e a política externa em xeque
"Nas outras regiões [além da Inglaterra], o impacto negativo, principalmente no aspecto fiscal, de se manter compromissos externos, como nesse caso da Ucrânia, vão ser mais sentidos. Então, quando se tem um movimento que busca salientar essa diferença econômica, fica muito fácil de entender por que vai ter níveis diferentes de apoio [dentro do Reino Unido]", destaca.
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"Tópicos da política interna respingam na política externa e tópicos da política externa acabam respingando na política interna. Atualmente, isso trata-se das questões fiscais do Reino Unido, envolvendo os gastos com defesa e parte do apoio militar e econômico à Ucrânia. Fica a questão de até quando o país consegue manter esses compromissos e até quando ele consegue sustentar isso de uma maneira saudável", observa.
Questões internas aprofundam a crise dentro do país
"Cada uma dessas regiões tem peculiaridades com relação aos seus anseios de autonomia. E isso, naturalmente, a gente pode imaginar que é uma grande dor de cabeça para Londres, porque quando se precisa administrar isso, não está administrando uma só crise envolvendo autonomia, mas sim, três, com objetivos e problemas diferentes", conclui.
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