Para 75% dos brasileiros, bets devem ser proibidas, aponta Atlas/Bloomberg

23/09/2026 às 10:3036 visualizações
Bets se tornaram uma questão de saúde pública
Bets se tornaram uma questão de saúde pública
Brasil de Fato

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) aponta que 75% dos brasileiros concordam que as apostas online, as chamadas bets, devem ser proibidas. O achado está em acordo com a posição que o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vem apresentando nas últimas semanas.

Ele deve apresentar nesta quarta uma Medida Provisória (MP) com maiores restrições às bets no Brasil, que pode inclusive proibir alguns tipos de apostas, como cassinos online, o chamado jogo do tigrinho.

Segundo a pesquisa, 71% concordam totalmente com a proibição das bets e outros 4% concordam um pouco. Além disso, para 79% dos brasileiros, a propaganda de apostas online e bets deveria ser limitada. E 88% discordam que apostas online podem ser uma forma de complementar a renda.

A maior concordância com a proibição de bets vem das mulheres (79%), de pessoas que se consideram de esquerda (85%), com ensino superior (77%) e moradores do Centro-Oeste (77%).

Não há diferença significativa no apoio entre católicos (70%) e evangélicos (68%).

O presidente Lula deve decidir entre duas propostas de texto para a Medida Provisória que regularizará as casas de apostas online, chamadas de bets.

A primeira, mais amena, propõe a extinção dos cassinos online, como o jogo do tigrinho, e maiores restrições de publicidade das bets. A segunda, mais frontal, determina a extinção das bets.

A regulação das casas de aposta online é uma das bandeiras que o PT decidiu erguer durante as eleições. Lula tem manifestado repúdio às bets, e a campanha petista foi respondida por diversos clubes brasileiros.

Endividamento

A pesquisa Atlas/Bloomberg também perguntou aos brasileiros sobre as condições financeiras das famílias, índice que demonstrou uma melhora significativa em relação ao levantamento anterior.

O número de brasileiros que conseguiu pagar suas dívidas e ainda guardar dinheiro subiu de 31,5%, em abril, para 36%, em setembro.

Por outro lado, o percentual de pessoas que disseram ter faltado dinheiro para pagar todas as contas caiu de 40,2% para 34%, no mesmo período. Os que conseguiram honrar seus compromissos, mas sem sobra somam 30%.

Ao apontar para o que tem impactado mais negativamente no orçamento familiar, 44,2% dos brasileiros indicaram o aumento do preço dos alimentos. Outros 32,1% indicaram o aumento das contas básicas, como água, luz e gás.

Já para 25%, o problema são as dívidas acumuladas e os altos juros. No entanto, esse percentual registrou queda em relação ao levantamento de abril, quando 33,5% apontavam dívidas e juros como maior problema.

A Atlas/Bloomberg possui uma amostra de 5.015 entrevistados e utiliza a metodologia de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. As respostas foram coletadas entre os dias 17 e 22 de setembro, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo código BR-04739/2026.

Fonte
Brasil de Fato
Abrir original ↗
Esta notícia foi útil?

Debates 0

Seja o primeiro a contribuir com o debate.

Difunda suas informações e promova seu argumento

Não se acanhe de publicar alguma informação ou dado que possa ser positivo ou útil.

Para participar do debate, entre com sua conta ou crie uma gratuita.