A União Europeia pode autorizar em breve a retomada das importações de carne de frango e produtos apícolas do Brasil, revelou nesta quarta-feira (30) o comissário europeu do Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, após encontro com os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
De acordo com nota conjunta das pastas, as autoridades sanitárias do bloco consideraram positiva "a auditoria realizada há algumas semanas no Brasil", e, diante disso, as exportações podem ser retomadas no curto prazo, após o término dos procedimentos burocráticos. "O lado brasileiro manifestou expectativa de que procedimento acelerado de autorização possa também ser alcançado para as exportações de carne bovina", diz o texto.
A decisão deve ser tomada pelo Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia na próxima reunião, que acontece nos dias 20 e 21 de outubro. Os ministros aproveitaram para discutir com o comissário as medidas do bloco sobre a importação de aço. O encontro ocorreu em meio à reunião dos ministros de Comércio do G20, que aconteceu em Milwaukee, nos Estados Unidos.
Produtores de frango e mel foram auditados pela UE
Entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, a Direção-Geral de Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé) visitou estabelecimentos produtores de carne de aves e produtos avícolas, estabelecimentos produtores de mel e produtos apícolas, e órgãos oficiais. Entre os pontos verificados esteve a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento ou de aumento de rendimento. Segundo o relatório, os controles apresentados pelas autoridades brasileiras atenderam aos requisitos avaliados durante a inspeção.
O relatório final foi publicado na última segunda-feira (28) e concluiu que a legislação, os procedimentos, a capacitação dos fiscais e os controles oficiais brasileiros são capazes de atender às garantias exigidas pela União Europeia.
Segundo o governo, as autoridades brasileiras mantêm diálogo técnico e político com as autoridades europeias e implementam medidas para atender aos requisitos aplicáveis.


