"Nunca encontramos um grupo de objetos que agisse assim", disse Mustafa Muhibullah, astrônomo da Universidade do Alabama. "Claro, o próximo passo foi tentar descobrir o que são essas coisas".
Em seu estudo, os astrônomos analisaram dados de arquivo do observatório de raios X Chandra da NASA. Eles encontraram um total de 84 fontes de raios X hipermacias em seis galáxias diferentes.
Duas das galáxias são espirais, a galáxia de Andrômeda e Messier 101, enquanto as outras quatro são elípticas. As fontes de raios X hipermacias estão localizadas tanto em regiões de formação estelar ativa como em áreas onde existem estrelas mais velhas, escreve Sci.News.
Hypersoft X-ray sources as a low-energy class of luminous cosmic emitter https://t.co/nMm9DVc0P5 ☄️ pic.twitter.com/WRUDdRZOJH
— Nature Astronomy (@NatureAstronomy) September 9, 2026
Apesar de seu baixo brilho nas bandas de raios X convencionais, algumas dessas fontes são extraordinariamente energéticas.
Os cientistas acreditam que fontes hipermacias não são um único tipo de objeto, mas provavelmente representam uma mistura de sistemas diferentes, incluindo anãs brancas extraindo material de uma estrela companheira, restos fumegantes de erupções pós-supernova e possivelmente até buracos negros acumulando matéria.
"Como os raios X de baixa energia fazem fronteira com a radiação ultravioleta energética no espectro eletromagnético, determinamos que essas fontes também produzem grandes quantidades de radiação ultravioleta energética", apontam pesquisadores.

