Os vencedores da 29° edição do Prêmio Educação RS recebem o troféu Pena Libertária nesta sexta-feira (16), às 19h30, no Farol Santander, em Porto Alegre. A cerimônia é promovida pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) e reconhece profissionais, instituições e projetos que se destacam pelo compromisso com uma educação pública e transformadora no estado.
Nesta edição a categoria Profissional premia a educadora Esther Pillar Grossi, de Porto Alegre; a categoria Instituição distingue o Instituto Estadual de Educação Gomes Jardim, de Guaíba; e a categoria Projeto o vencedor é Todos por Elas: a educação como instrumento de prevenção à violência contra a mulher, desenvolvido em Canoas.
Como foram escolhidos
A escolha dos ganhadores combinou na votação dos professores associados ao sindicato, da Comissão Julgadora e da Direção Colegiada do Sinpro/RS. A comissão avaliadora do Prêmio Educação desta edição reúne a jornalista Katia Marko, editora-chefe do Brasil de Fato RS; a professora Márcia Blanco, da Feevale; a diretora do Sinpro/RS Ivânia Costanzi; a conselheira Cíntia Bordini, do Conselho Municipal de Educação; e a diretora do Sinpro/RS Naima Marmitt Wadi.
Criado em 1988 pelo Sinpro/RS, o Prêmio Educação RS está na sua 29° edição e contempla as redes pública e privada de ensino. As indicações são realizadas espontaneamente pela sociedade gaúcha, por meio da página oficial do prêmio. Segundo a diretora do Sindicato Glória Bittencourt, é um reconhecimento à dedicação de quem acredita na educação e trabalha diariamente para transformar vidas, valorizando iniciativas que fazem a diferença na sociedade.
Profissional: Esther Pillar Grossi
A educadora Esther Pillar Grossi é reconhecida como uma das principais referências brasileiras em alfabetização e educação. Doutora em Psicologia Cognitiva pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, ela fundou em 1970, o Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa), dedicou-se a pesquisas sobre ensino e aprendizagem e desenvolveu propostas voltadas especialmente à alfabetização de estudantes das classes populares.
Ao longo da sua trajetória, Grossi atuou como alfabetizadora em comunidades periféricas de Porto Alegre, como a vila Santo Operário e o Morro da Cruz, e coordenou, em 1997, o projeto “O prazer de ler e escrever de verdade”, que alfabetizou mil mulheres em três meses, com acompanhamento da Unesco e do Unicef. Também foi secretária municipal de Educação de Porto Alegre e é autora de mais de 30 obras sobre alfabetização, matemática e processos cognitivos. Aos 90 anos, segue atuando na formação de professores e em projetos comunitários.
Instituição: Instituto Estadual de Educação Gomes Jardim
O Instituto Estadual de Educação Gomes Jardim, a primeira escola pública de Guaíba, completa 100 anos em 2026, fundado como Grupo Escolar Pedras Brancas, recebeu o nome atual em 1939, em homenagem ao herói farroupilha Gomes Jardim.
Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como referência na educação pública regional, com atuação na formação de professores, no ensino técnico e na inovação pedagógica. Desde a criação do Curso Normal, em 1960, e da oferta posterior de cursos técnicos de Celulose e Administração, a instituição contribui para a formação profissional na região.
Entre suas ações destaca-se pelas atividades como a Semana Cultural e a Semana do Livro, e pela realização, há 20 anos, do Festival Nacional de Cinema Estudantil, iniciativa pioneira no incentivo ao uso do cinema na educação e ao debate sobre novas tecnologias. Atualmente, o Instituto atende cerca de 1.100 estudantes, da Educação Infantil ao Ensino Técnico, e desenvolve ações de incentivo à leitura, como a Praça dos Livros, integrada às comemorações do centenário.
Projeto: Todos por Elas: a educação como instrumento de prevenção à violência contra a mulher
O projeto Todos por Elas: a educação como instrumento de prevenção à violência contra a mulher, de Canoas, promove a prevenção da violência contra a mulher por meio da conscientização e do diálogo no ambiente escolar. A iniciativa aborda comportamentos que podem naturalizar relações abusivas, como humilhações, segregação, ciúme excessivo e controle, frequentemente confundidos com brincadeiras ou demonstrações de afeto.
Com a participação de profissionais da Polícia Civil e psicólogos, professores, estudantes e integrantes da comunidade escolar, os alunos recebem orientações sobre legislação, ciclo da violência, sinais de abuso e formas de prevenção e apoio às vítimas. Um dos diferenciais da proposta é a formação de estudantes do 3º ano do Ensino Médio para atuarem como multiplicadores junto a turmas do 6º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio.
