Diante de um auditório lotado, ‘Fidel e Cuba Socialista: Queimar os céus’ estreia em Havana

Von Gabriel Vera Lopes27/08/2026 às 22:136 Aufrufe
Projeção do documentário “Fidel e Cuba Socialista: Queimar os céus”.
Projeção do documentário “Fidel e Cuba Socialista: Queimar os céus”.
Foto: | / Brasil de Fato

Diante de um auditório lotado no Centro Fidel Castro Ruz, em Havana, estreou o documentário “Fidel e Cuba Socialista: Queimar os céus”, uma produção do Brasil de Fato que reúne imagens históricas, depoimentos e registros inéditos sobre a Revolução Cubana e o pensamento de Fidel Castro.

A sessão contou com a presença de protagonistas do documentário, além de autoridades e pesquisadores do Centro Fidel Castro Ruz, representantes do corpo diplomático do Brasil em Cuba e da missão diplomática de Porto Rico, além de figuras como Aleida Guevara March, filha do comandante Ernesto Che Guevara.

As palavras de abertura ficaram a cargo de René González Barrios, diretor do Centro Fidel Castro Ruz, que relembrou os laços de amizade entre Cuba e Brasil e destacou que o Brasil foi o país que Fidel Castro visitou mais vezes. Também ressaltou que, no recém-realizado I Colóquio Internacional Fidel Castro, a delegação brasileira foi uma das maiores.

Disponível gratuitamente no canal do Brasil de Fato no YouTube, com legendas em português e espanhol, o documentário incorpora imagens inéditas da Revolução Cubana e discursos pouco conhecidos de Fidel Castro.

Ao longo de cerca de 45 minutos, a produção reúne depoimentos de figuras como presidente cubano Miguel Díaz-Canel, da deputada Mariela Castro, sobrinha de Fidel e filha de Raúl Castro, e da médica Aleida Guevara, filha de Ernesto Che Guevara. Trabalhadores, camponeses, artistas e cientistas também compartilham suas lembranças e perspectivas sobre o líder histórico da Revolução Cubana.

“Fidel é uma expressão do povo, mas uma expressão sublime do povo. Nós que crescemos dentro da Revolução nascemos, por exemplo, em pleno auge da luta contra o analfabetismo. Minha mãe, quando eu ainda estava na barriga dela, andava fazendo a revolução nos campos, ensinando”, afirmou, em conversa com o Brasil de Fato, Andrés José Pío Soria, cirurgião pediátrico que participou da sessão.

“O documentário é uma síntese do sentimento do nosso povo neste momento difícil. E agradecemos muito”, afirmou.

O projeto partiu inicialmente de um roteiro centrado exclusivamente no centenário de Fidel Castro, mas o enfoque foi se transformando à medida que a apuração avançava, em um contexto marcado pelo anúncio, por parte do governo cubano, de um pacote de 176 medidas de transformação econômica.

Durante os 14 dias de trabalho em Havana, a equipe também registrou as dificuldades cotidianas decorrentes da situação energética, entre elas os cortes de eletricidade e de água, além dos problemas de deslocamento.

Pablo Castellanos, jovem jornalista cubano, contou que as imagens de Fidel e a forma como os diferentes depoimentos foram articulados lhe provocaram uma grande emoção.

“Pelas imagens de Fidel e pela forma como todo o material foi montado, senti uma emoção enorme. Como jovem cubano que sou, ver a maneira como são apresentadas as ideias e as palavras das pessoas que fizeram parte do documentário, falando sobre Fidel, sobre a Revolução e sobre o legado que o comandante deixou, não apenas para Cuba, não apenas para a América Latina, mas para o mundo inteiro”, afirmou.

Quelle
Brasil de Fato
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