"Acredito que há um valor significativo em uma troca entre sanções — que não são particularmente eficazes de qualquer maneira — e uma parada no desenvolvimento de armas nucleares adicionais e tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais", disse em entrevista ao jornal.
Segundo ele, se for garantido um congelamento das armas nucleares, a confiança poderia ser construída por meio de incentivos e concessões recíprocas para, eventualmente, convencer a Coreia do Norte a reduzir seu arsenal nuclear.
Myung declarou que as estimativas sul-coreanas são de que a vizinha do norte é capaz de produzir, ou pode já estar produzindo, de dez a 20 armas nucleares adicionais a cada ano.
"Uma vez que acredite ter acumulado armas nucleares e mísseis suficientes para garantir sua sobrevivência, será tentada a exportá-los para ganhar dinheiro", disse ele. "Esse será um momento verdadeiramente perigoso", declarou o presidente sul-coreano.
Autoridades sul-coreanas disseram que estão se afastando de uma política de "desnuclearização em primeiro lugar" em favor de uma abordagem de "paz em primeiro lugar" em relação à Pyongyang, com Lee prometendo no ano passado respeitar o sistema da Coreia do Norte e buscar coexistência pacífica.
"Espero que o diálogo há muito suspenso entre a Coreia do Norte e os EUA possa ser retomado sem demora."
Desde que assumiu a presidência, em junho de 2025, Myung assumiu tom conciliador, diferente de seu antecessor, Yoon Suk-yeol, e ofereceu ao Norte negociações sem condições prévias.
O presidente dos EUA, Donald Trump, realizou cúpulas com o líder norte-coreano Kim Jong Un durante o primeiro mandato, mas a diplomacia fracassou devido às exigências dos EUA de que a Coreia do Norte abandonasse suas armas nucleares.


