Ministro descarta pressão internacional sobre Brasil após países seguirem Trump contra PCC e CV

23/09/2026 às 17:5149 Aufrufe
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta quarta-feira (23) que não há receio de que a adesão de países à iniciativa liderada pelos Estados Unidos para classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas aumente a pressão sobre o Brasil.

"O que nós tivemos uma semana atrás, meses talvez, foi a mesma conduta adotada, e a normalidade continuou. O que nós tivemos agora foi a adesão de um bloco de países. Não há motivo para ninguém imaginar que o desdobramento seja diferente."

Para assistir a este vídeo, por favor ative o JavaScript e use um navegador que suporte recursos do HTML5

Na terça-feira (22), 14 países aderiram a uma declaração conjunta com os Estados Unidos para adotar medidas coordenadas contra organizações classificadas pelo grupo como "narcoterroristas". Entre os grupos citados estão as duas maiores facções criminosas brasileiras. A iniciativa faz parte do chamado Escudo das Américas, liderado pelo governo de Donald Trump. O Brasil e o México ficaram fora da coalizão.
A declaração conjunta prevê, conforme a legislação de cada país, medidas contra organizações criminosas e pessoas que forneçam apoio material ou logístico aos grupos classificados. A movimentação ocorre em meio à pressão do governo americano para ampliar a cooperação regional no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.

Ministro diz que classificação é questão de 'rótulo'

Durante a agenda no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Wellington afirmou que a diferença entre a classificação adotada pelos Estados Unidos e pelos países que aderiram à iniciativa e a legislação brasileira é, principalmente, uma questão de nomenclatura. Segundo ele, o Brasil já tem instrumentos próprios para combater as facções.
O ministro classificou a Lei Antifacção brasileira como uma ferramenta "muito severa" e afirmou que o foco deve estar na capacidade do Estado de enfrentar o crime organizado, independentemente da classificação utilizada por outros países. "É uma divergência de rótulo. Isso não é o que preocupa a população".

Rio recebe novos equipamentos para reforçar segurança nos presídios

Durante a mesma agenda, o Ministério da Justiça e Segurança Pública entregou ao Rio de Janeiro três kits de varredura, dois scanners corporais, três pórticos e um georradar. Os equipamentos serão utilizados para identificar comunicações ilícitas, dispositivos eletrônicos e possíveis riscos ou alterações estruturais nas unidades prisionais.
Com a nova entrega, o Rio chega a 58 equipamentos repassados pelo governo federal, em um investimento de R$ 5,25 milhões. Até o fim de 2026, a previsão é que o total destinado ao estado chegue a R$ 27,7 milhões.
Segundo o ministro, 13 dos 138 presídios brasileiros selecionados pelo governo federal para receber ações de reforço na segurança estão no Rio. Wellington afirmou que o objetivo é integrar tecnologia, inteligência, capacitação e operações para impedir que presos continuem comandando atividades criminosas de dentro das unidades.
"Não adianta efetuarmos as prisões, se não há a neutralização dessas lideranças."
Imagem do artigo
Imagem do artigo
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Quelle
Sputnik Brasil
Original öffnen ↗
War diese Nachricht nützlich?

Debatten 0

Seien Sie der Erste, der zur Debatte beiträgt.

Teilen Sie Ihre Informationen und fördern Sie Ihr Argument

Zögern Sie nicht, nützliche Informationen zu veröffentlichen.

Um an der Diskussion teilzunehmen, melden Sie sich an oder erstellen Sie ein kostenloses Konto.