Em entrevista ao portal Euractiv, a deputada afirmou que os governos em Berlim e Paris atrapalham o avanço das decisões sobre a defesa coletiva europeia quando seus interesses nacionais e industriais são afetados.
"Falando francamente, a Alemanha está na primeira linha aqui. Os franceses também estão dispostos a pisar no freio, mas os alemães são exemplares a esse respeito", disse Strack-Zimmermann.
"Se as capitais não conseguirem finalmente se mover, nosso sucesso inevitavelmente permanecerá limitado", lamentou a chefe do Comitê de Defesa do Parlamento Europeu.
Strack-Zimmermann também rejeitou as tentativas de atribuir a responsabilidade pelo lento avanço dos projetos europeus de defesa exclusivamente às instituições da UE.
De acordo com a publicação, a insatisfação dos eurodeputados com as ações dos governos nacionais aumentou durante as negociações sobre uma série de iniciativas de defesa da UE, incluindo medidas para reduzir os procedimentos burocráticos para a indústria de defesa e aumentar a mobilidade militar dentro do bloco.
No início de setembro, a França, a Alemanha e a Itália se opuseram ao novo grupo consultivo de defesa proposto pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, o que resultou no abandono dessa ideia


