"Com mais um relatório unilateral e mentiroso sobre Tráfico de Pessoas, o Departamento de Estado dos EUA pretende continuar justificando a política agressiva desse governo contra Cuba e sua perseguição doentia à colaboração médica cubana."
Além disso, classificou como "cínico" o reconhecimento, por parte de Washington, de que exerce pressões contra governos que estabeleceram projetos de colaboração médica com a nação caribenha.
"Novamente, o governo americano insiste na mentira para tentar manipular a opinião pública internacional."
Em 8 de outubro, o Departamento de Estado dos EUA publicou seu relatório anual sobre Tráfico de Pessoas, no qual classifica as chamadas missões médicas de Cuba no exterior como uma "política ou padrão governamental de trabalho forçado".
Este ano, países como Guatemala, Honduras e outros do Caribe suspenderam seus projetos de colaboração médica com Cuba e, segundo o governo de Havana, fizeram-no devido a pressões de Washington.
No início de 2026, as tensões entre Washington e Havana escalaram após a ação militar dos EUA na Venezuela.
Em 29 de janeiro, Trump assinou um decreto que autoriza tarifas sobre as importações de países que fornecem petróleo a Cuba, após declarar estado de emergência devido a uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos EUA. A medida agravou a escassez de combustível na nação caribenha, afetando a geração de eletricidade, o transporte, a produção de alimentos, a assistência médica e a educação.
O governo cubano afirma que Washington utiliza o cerco energético para asfixiar sua economia e tornar insuportáveis as condições de vida de sua população. De acordo com dados oficiais, desde o início do ano, apenas um navio russo chegou à ilha, com uma doação de 100 mil toneladas de petróleo bruto.


