Os houthis, grupo político e militar do Iêmen, emitiram, neste domingo (11), um novo alerta sobre o risco de ataques a aeroportos da Arábia Saudita. O grupo recomendou que companhias aéreas, viajantes e trabalhadores do setor evitem os aeroportos sauditas. O anúncio ocorre após um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, que, segundo informações da agência internacional AFP, deixou 12 mortos e mais de 300 feridos no sábado (10).
A escalada da violência ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre os houthis, apoiados pelo Irã, e as forças do governo iemenita, que contam com o apoio saudita. O ataque de sábado, o terceiro contra o aeroporto em uma semana, levou à suspensão temporária das operações no local.
Nas últimas semanas, a Arábia Saudita intensificou sua atuação militar no Iêmen, com ataques contra os houthis e apoio à contraofensiva do governo iemenita. A ofensiva busca recuperar o controle de um território estratégico na costa do Mar Vermelho, conquistado pelo grupo no mês passado.
O Ministério das Relações Exteriores da administração houthi, sediada em Sanaa, capital do Iêmen, afirmou neste domingo que novas operações militares sauditas em território iemenita terão uma resposta mais contundente. Segundo a pasta, as ações do grupo serão orientadas pelo princípio da reciprocidade.
“A menos que o inimigo saudita cesse sua agressão e sua interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir, se Deus quiser”, declarou o ministério em comunicado transmitido pela emissora Al Masirah, ligada aos houthis.
O agravamento do conflito no Iêmen teve início em julho, cinco meses após o começo da guerra conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, país que apoia os houthis. Em fevereiro, os governos de Donald Trump e Benjamin Netanyahu mataram o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um ataque aéreo contra Teerã.
No mês passado, os houthis conquistaram extensas áreas do litoral e ampliaram seu controle sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o transporte de petróleo e alternativa ao Estreito de Ormuz, fechado em decorrência da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Nesta semana, o governo iemenita iniciou uma contraofensiva, com apoio de aviões de guerra sauditas, para retomar o território estratégico na costa do Mar Vermelho.
