O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, estaria analisando seriamente a medida, segundo a reportagem, que observa que, embora nenhuma decisão tenha sido tomada, a questão foi levantada durante uma reunião no início desta semana entre Al-Sharaa e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.
O pedido de Riad visa reforçar com guerreiros combatentes as fileiras do Conselho de Liderança Presidencial, governo reconhecido internacionalmente do Iêmen, uma vez que essas tropas possuem menos treinamento do que os houthis.
Segundo informações, o governo dos EUA acredita que a possível medida poderia ajudar a fortalecer os laços entre Damasco e Riad, que Washington considera seus "aliados" na região. O Comando Central dos EUA também foi consultado sobre como as forças poderiam ser mobilizadas no contexto do conflito iemenita.
A Síria estaria disposta a enviar até 20 mil militares de duas divisões: a 90ª Divisão, posicionada próximo a Damasco, e a 84ª Divisão, perto de As-Suwayda — esta composta por milhares de combatentes islâmicos estrangeiros que lutaram pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham durante a Guerra Civil Síria.
Houthis esperam que Paquistão e Turquia não auxiliem Arábia Saudita
À Sputnik, Hezam al-Asad, membro da ala política do Ansar Allah, afirmou que o grupo espera que o Paquistão e a Turquia se abstenham de participar de operações militares contra o movimento ao lado da Arábia Saudita.
Na segunda-feira (5), Turquia e Paquistão decidiram avançar para a implementação prática das obrigações de defesa coletiva previstas no Acordo de Defesa Conjunta de Meca e garantir o rápido envio de forças e recursos militares à Arábia Saudita.
"Esperamos que os governos do Paquistão e da Turquia se abstenham de ser cúmplices na agressão do inimigo saudita e no bloqueio contra o nosso país — um bloqueio que já dura mais de 11 anos e resultou em dezenas de milhares de baixas."
Confrontos militares entre o Ansar Allah e o PLC, apoiado pela Arábia Saudita, foram retomados em meados de julho, após um período de quatro anos de calmaria. A escalada se deu a partir de um ataque do PLC à pista do aeroporto de Sanaa no momento em que um avião, que transportava uma delegação do Ansar Allah, voltava do funeral do ex-líder supremo do Irã Ali Khamenei, impedindo sua aterrisagem.
Desde então, os houthis conseguiram assumir o controle de toda a costa ocidental do mar Vermelho e de cidades próximo ao estreito de Bab al-Mandeb, além de se aproximarem da cidade de Taiz, um dos principais centros urbanos e estratégicos do Iêmen.


