Cinema aproxima crianças da cidadania e da sustentabilidade em ação do CNJ

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19/10/2026 às 22:524 visualizações
Conselheiros Noemia Porto e Paulo Regis falam com as crianças. Foto: Luiz Silveira.
Conselheiros Noemia Porto e Paulo Regis falam com as crianças. Foto: Luiz Silveira.
Conselho Nacional de Justica

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) levou a estudantes da Escola Classe 3 do Paranoá, no Distrito Federal, uma atividade de educação para a cidadania que reuniu cinema, brincadeiras e conversa sobre justiça e proteção ambiental. Realizada nesta segunda-feira (19/10), a ação envolveu crianças de oito e nove anos, matriculadas no terceiro e no quarto anos do ensino fundamental, a partir da exibição do curta-metragem “Felícia e os Super-Resíduos do Bem”. 

Para explicar o papel do CNJ, o conselheiro Paulo Regis Botelho recorreu a uma comparação com o futebol: se os tribunais fossem clubes, caberia ao Conselho fazer com que todos vestissem a mesma camisa: a da Justiça. A linguagem acessível marcou o encontro, no qual os alunos também compartilharam experiências e discutiram como suas atitudes podem contribuir para o cuidado com o meio ambiente. 

A iniciativa integra as ações do Acordo de Cooperação Técnica n. 52/2025, firmado entre o CNJ, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Ministério da Educação (MEC) para promover a educação para a cidadania e a sustentabilidade. 

Conselheiros Noemia Porto e Paulo Regis falam com as crianças
Conselheiros Noemia Porto e Paulo Regis falam com as crianças — Luiz Silveira

A conselheira Noemia Porto, supervisora do cumprimento do acordo e da pauta de acessibilidade e diversidade no CNJ, explicou que a atividade reúne diferentes frentes de atuação do Conselho, como a proteção à infância, a sustentabilidade e a educação para a cidadania. Segundo ela, a experiência poderá ser ampliada para outras escolas após a avaliação desta primeira iniciativa. 

O encontro também contou com a participação do juiz Rossifran Trindade Souza, presidente da associação dos magistrados do Trabalho da 10ª Região, que abrange o Distrito Federal e o Tocantins. Ele destacou a experiência da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) na educação para a cidadania,  por meio do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC), que “ensina direitos fundamentais e deveres cidadãos de forma acessível”,

A Associação desenvolve há anos atividades em comunidades escolares de todo o país. Cartilhas, oficinas e apresentações culturais ajudam professores e estudantes a compreender direitos e deveres e a relacioná-los ao cotidiano. 

Cidadania na prática 

Compostagem, reciclagem e descarte correto de resíduos estiveram entre os assuntos discutidos com os estudantes. As crianças contaram o que fazem em casa para ajudar no tratamento do lixo e participaram de brincadeiras sobre atitudes que protegem ou prejudicam a natureza. 

Em uma das dinâmicas, os alunos foram convidados a avaliar ações como plantar ou cortar árvores, separar resíduos e jogar lixo em rios e mares. A cada situação apresentada, respondiam coletivamente, relacionando as escolhas do dia a dia às suas consequências para o meio ambiente. 

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Para a diretora da escola, Noélia da Silva Souza, a atividade reforçou os projetos de meio ambiente e sustentabilidade já desenvolvidos pela unidade. Ela destacou que o descarte adequado dos resíduos é uma preocupação que envolve tanto o cuidado com o bairro quanto a responsabilidade dos cidadãos com a natureza e as próximas gerações. 

A criadora do filme, Mara Débora, e a roteirista, Jünia Costa, também participaram das conversas e das brincadeiras. O curta recebeu quatro prêmios em festivais de cinema, entre eles o de melhor filme pelo júri popular na categoria especial Sabiá, do 5º Festival É Tudo Criança, em Belo Horizonte (MG), e na Mostra Infantojuvenil do V Cine Açude Grande, em Cajazeiras (PB). 

Veja as fotos da atividade

Texto: Regina Albuquerque
Revisão: Simone Norberto
Agência CNJ de notícias

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Conselho Nacional de Justica
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