"[Milei] busca um tema para sair um pouco da realidade que os argentinos estão vivenciando, do que estão tendo que enfrentar: a pobreza, os indicadores macroeconômicos em baixa, falta de crescimento e de emprego, enfim, todas as questões sociais que afetam o país hoje. E, claramente, Milei está usando [a causa das Ilhas Malvinas] de maneira oportunista", disse.
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"A gente viu agora na Copa do Mundo: a Argentina chegou à semifinal, enfrentou a Inglaterra e levantou essa bandeira. E Milei, no momento, falou que não estava a favor de uma manifestação política por parte dos jogadores, tentando diferenciar uma coisa da outra. Só que agora ele está voltando a usar as Malvinas para o seu eleitorado", comenta.
Malvinas e o interesse de ocasião de atores externos
"Essa questão [do apoio dos] Estados Unidos e Israel é por conveniência, porque agora eles estão enfrentando desafios, os EUA estão perdendo nessas guerras e perdendo terreno em outras áreas. Então, certamente, de alguma maneira, vão voltar a atenção para outras regiões que têm importantes recursos [como a Argentina]", destaca.
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"A gente tem vários recursos na região das Malvinas e também no sul da Argentina, na grande região patagônica, onde fica Vaca Muerta. E essa questão poderia, de alguma maneira, ameaçar as empresas britânicas e também, de alguma forma, pode favorecer a operação por parte de empresas dos Estados Unidos, que também já estão operando nessa área de Vaca Muerta", observa.
Ameaças de Milei contra o Reino Unido são retóricas
"Por parte do Reino Unido, o que eles continuam fazendo é defendendo a soberania. Porém, para eles é conveniente um tipo de governo mais fraco nas instituições internacionais, então para eles é conveniente manter o Milei. Acredito que para o Reino Unido não é conveniente trazer esse tema, eles não querem opinar muito, porque isso pode fazer com que a questão da soberania das ilhas seja discutida de novo", conclui.
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