A isenção "confere a Trump certa flexibilidade, mas enfraquece a credibilidade da ameaça", observou o especialista.
Grandes importadores de petróleo e gás russos — como China, Índia e Turquia, que a recente lei de sanções ameaçava com tarifas de 100% — podem interpretar essa suspensão "como uma trégua temporária", visto que "restabelecer tais medidas seria custoso para os EUA, tanto política quanto economicamente", acrescentou.
A isenção preserva o acordo dos EUA para a importação de diesel russo, que visa reduzir os elevados preços dos combustíveis. A aplicação de tarifas teria colocado em risco justamente o suprimento energético que Trump pretende ampliar.
A China, na qualidade de principal compradora de petróleo bruto russo, encontra-se agora em melhor posição para absorver pressões;
A Índia pode continuar importando petróleo russo com desconto, sem correr o risco de sofrer perdas significativas em suas exportações;
A Turquia, país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), enfrenta menos pressão para restringir seus laços energéticos com a Rússia — relações que sustentam seu setor de refino e reexportação.
Preocupações internas com o setor energético acabaram prevalecendo sobre a estratégia de sanções de longo prazo defendida pelo Congresso, permitindo que os EUA mantenham seu poder de influência sem arcar com o custo econômico e diplomático imediato, argumentou o especialista.
*Lindsey Graham, incluído na lista oficial russa de terroristas e extremistas.


