A Galeria Metrópole, no centro de São Paulo, impediu o acesso de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que realizariam um ato na noite desta quinta-feira (15). Ao chegarem ao local para realizar o evento Virada na Metrópole, encontro de editoras e sebos progressistas com professores, artistas, lojistas, lideranças políticas e formadores de opinião, os participantes foram impedidos de entrar e as portas foram fechadas.
A Polícia Militar (PM) foi chamada e intermediou o diálogo entre os ativistas e a administração da galeria, sem sucesso. A PM informou à reportagem do Brasil de Fato que a administração alegou “questões de segurança”.
O evento também marcaria o lançamento do fotolivro “Meu pai é viajante”, de Mônica Zarattini, mãe da deputada federal eleita Luna Zarattini (PT), que conta a história do avô da parlamentar. Os participantes levavam adesivos, bandeiras e outros adereços da candidatura de Lula.
Nem mesmo trabalhadores que estavam no local foram autorizados a sair. “Vim encontrar meu marido, que trabalha aqui dentro. Não deixam eu entrar nem ele sair”, contou Jaina Sousa, que não participava do evento. O marido dela saiu depois de uma hora.
Bianca Nogueira diz que chegou ao local para ir a uma livraria e encontrar uma amiga. “Ele [ o segurança] deixou um cara entrar. Quando o cara viu meu adesivo [de apoio ao presidente Lula] disse ‘você não’ e me colocou para fora”, afirmou.
Sem poder acessar o local, os manifestantes levaram o ato para a praça Dom José Gaspar, em frente à galeria. Dentre os participantes estão Luna e as também deputadas estaduais eleitas Mônica Seixas, Mariana Conti e Ediane Maria, do Psol, o deputado federal Nabil Bonduki (PT), além do filósofo e escritor Vladimir Safatle e da militante sem teto Preta Ferreira.
Dentre as editoras participantes estão a Boitempo Editorial, Autonomia Literária, Editora Elefante, entre outras.
