‘Nós estamos aqui para salvar o país’: ato das editoras independentes reúne apoiadores de Lula no centro de SP

Por Luís Indriunas16/10/2026 às 02:031 visualizações
Ato 'Virada na Metrópole' no centro de São Paulo.
Ato 'Virada na Metrópole' no centro de São Paulo.
Brasil de Fato

Com organização das editoras independentes, apoiadores do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reuniram, nesta quinta-feira (15), no centro de São Paulo para a mobilização do “vira-voto”.

“Nós não estamos aqui para vencer o Flávio Bolsonaro, nós estamos aqui para salvar o país”, disse o filósofo Vladimir Safatle para o público reunido na Praça Dom José Gaspar, no centro.

Inicialmente, o ato batizado de “Virada na Metrópole” aconteceria dentro da Galeria Metrópole, mas, sem aviso prévio, a administração do espaço fechou os acessos, deixando, inclusive, funcionários presos por cerca de uma hora no local. Lojistas da galeria estavam entre os organizadores e também foram pegos de surpresa.

O incidente, no entanto, não desmobilizou as pessoas, que apenas mudaram o local do evento num clima de otimismo. Safatle destacou que a mobilização popular é que está impulsionando a possibilidade de Lula ganhar neste segundo turno.

“Há uma semana eu tinha falado: ‘Infelizmente nós vamos perder no primeiro turno’. Então, esse mesmo pateta que falou isso está falando aqui para vocês: ‘Nós vamos ganhar do dia 25 de outubro”, disse o professor da Universidade de São Paulo, após falar da mobilização nas ruas do Brasil.

O evento começou com a cantora e ativista Preta Ferreira, que destaca que a reunião acontecia, “apesar do Metrópole”. “Eu sou Preta Ferreira, mulher preta, militante, ativista, sem teto, eu sou favela. Eu não posso votar em quem me assassina. Eu não posso votar em quem me termina. Eu voto em quem luta pelos meus direitos. Eu voto em quem garante a minha vida e a sua vida.”

A codeputada estadual Paula Nunes, da Bancada Feminista do Psol, festejou a mobilização. “Que alegria ver essa praça lotada. Apesar do momento difícil e duro que nós estamos vivendo no país, ver essa praça lotada me faz ter certeza de que nós, que acreditamos na virada, podemos e teremos uma virada no dia 25.”

Nunes destacou o fim da escala 6×1. “Cada vez que nos disserem que não é possível, que é difícil demais, que nunca antes na história foi feito, nós conseguimos com luta”.

O vereador de São Paulo, Nabil Bonduki (PT), critica a galeria que fechou as portas, lembrando que o projeto do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é de privatização dos espaços públicos, como a atual administração do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

“É uma maravilha a gente ver aqui toda essa multidão na praça da José Gaspar hoje, na Praça da Biblioteca, numa via pública, como nós vimos no Largo da Batata dois dias atrás, como nós vimos na avenida Paulista no domingo, como nós vimos em Copacabana na segunda-feira. E é essa ocupação do espaço público pelas pessoas que vai garantir essa grande virada, que vai deixar o país na condição de poder ter futuro. Porque, se Flávio Bolsonaro ganhar essa eleição, nós não vamos ter futuro”, disse Bonduki.

A líder do Movimento dos Sem Teto do Centro (MSTC), Carmen Silva, destacou o direito à cidade. “Nós temos que dizer que o projeto de vida que nós queremos é aquele onde a gente tem dignidade e que a gente pode usufruir do direito à cidade.”

A deputada estadual Mônica Seixas (Psol) enfatizou a importância de conversar com as pessoas para entender as razões para o voto ou não e explicar. “Com respeito, conversando”.

Fonte
Brasil de Fato
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