O presidente reeleito venceu em 13 estados, com destaque para o Piauí, onde alcançou 75,88% dos votos, e a Bahia, com 71,31%. Já Flávio Bolsonaro ficou à frente em 14 unidades da Federação, incluindo Roraima, onde obteve 72,46%, Santa Catarina, com 69,42%, e Rondônia, com 69,61%.
Considerado estratégico pelas campanhas presidenciais, Minas Gerais manteve, desde a redemocratização, a tradição de eleger o candidato que vence a disputa nacional. Neste ano, foi o único estado em que houve uma virada entre os turnos: Flávio Bolsonaro obteve a maioria dos votos no primeiro, mas Lula reverteu o resultado e venceu com 50,43%.
Já na comparação com o primeiro turno, Lula ampliou sua votação em 10.376.694 votos, passando de 53.879.538 para 64.256.232, enquanto que Flávio recebeu 3.721.538 votos a mais, de 56.104.503 para 59.826.041.
Em números absolutos, os maiores aumentos de Lula ocorreram em São Paulo, com 2,61 milhões de votos adicionais, Minas Gerais, com 1,16 milhão, Rio de Janeiro, com 872 mil, e Bahia, com 820 mil. Para Flávio, os maiores acréscimos foram em São Paulo, com 1,22 milhão, Minas Gerais, com 464 mil, Paraná, com 346 mil, e Rio Grande do Sul, com 301 mil. Veja abaixo:
Resultado por estado
Norte
Acre: Lula, 33,43% (144.513 votos); Flávio, 66,57% (287.715)
Amapá: Lula, 52,88% (222.968); Flávio, 47,12% (198.674)
Amazonas: Lula, 54,02% (1.145.783); Flávio, 45,98% (975.245)
Pará: Lula, 55,02% (2.690.449); Flávio, 44,98% (2.199.940)
Rondônia: Lula, 30,39% (294.446); Flávio, 69,61% (674.382)
Roraima: Lula, 27,54% (83.505); Flávio, 72,46% (219.675)
Tocantins: Lula, 48,63% (442.962); Flávio, 51,37% (467.916)
Nordeste
Alagoas: Lula, 60,77% (1.152.621); Flávio, 39,23% (744.140)
Bahia: Lula, 71,31% (6.485.258); Flávio, 28,69% (2.608.761)
Ceará: Lula, 68,93% (4.036.124); Flávio, 31,07% (1.819.478)
Maranhão: Lula, 69,54% (2.808.231); Flávio, 30,46% (1.229.971)
Paraíba: Lula, 67,46% (1.794.059); Flávio, 32,54% (865.210)
Pernambuco: Lula, 69,20% (4.117.513); Flávio, 30,80% (1.832.554)
Piauí: Lula, 75,88% (1.653.989); Flávio, 24,12% (525.859).
Rio Grande do Norte: Lula, 65,72% (1.413.596); Flávio, 34,28% (737.409)
Sergipe: Lula, 69,53% (989.041); Flávio, 30,47% (433.354)
Centro-Oeste
Distrito Federal: Lula, 45,72% (825.224); Flávio, 54,28% (979.542)
Goiás: Lula, 40,34% (1.585.555); Flávio, 59,66% (2.345.334)
Mato Grosso: Lula, 33,94% (694.167); Flávio, 66,06% (1.351.099)
Mato Grosso do Sul: Lula, 40,40% (628.973); Flávio, 59,60% (927.892)
Sudeste
Espírito Santo: Lula, 43,63% (1.001.965); Flávio, 56,37% (1.294.504)
Minas Gerais: Lula, 50,43% (6.351.099); Flávio, 49,57% (6.241.786)
Rio de Janeiro: Lula, 46,90% (4.565.393); Flávio, 53,10% (5.169.033)
São Paulo: Lula, 46,15% (12.119.274); Flávio, 53,83% (14.139.178)
Sul
Paraná: Lula, 37,42% (2.566.504); Flávio, 62,58% (4.291.444)
Rio Grande do Sul: Lula, 42,16% (2.824.552); Flávio, 57,84% (3.874.378)
Santa Catarina: Lula, 30,58% (1.418.314); Flávio, 69,42% (3.220.071)
Exterior
Entre os brasileiros que votaram fora do país, Lula recebeu 53,86% (200.154 votos), enquanto Flávio Bolsonaro obteve 46,14% (171.497).
Resultado por região
Norte: Lula, 50,01% (5.024.626 votos); Flávio, 49,99% (5.023.547)
Nordeste: Lula, 69,37% (24.450.432); Flávio, 30,63% (10.796.736)
Centro-Oeste: Lula, 39,99% (3.733.919); Flávio, 60,01% (5.603.867)
Sudeste: Lula, 47,24% (24.037.731); Flávio, 52,76% (26.844.501)
Sul: Lula, 37,42% (6.809.370); Flávio, 62,58% (11.385.893)
Exterior: Lula, 53,86% (200.154); Flávio, 46,14% (171.497)
Total geral
Lula: 51,78% (64.256.232)
Flávio: 48,22% (59.826.041)
Diferença: 4.430.191 a favor de Lula (3,56 pontos percentuais)
Abstenção cai de 21,08% para 19,21%
A taxa de abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 caiu para 19,21%, ante 21,08% no primeiro turno, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com quase 100% das urnas apuradas. A redução foi de 1,87 ponto percentual em relação à primeira votação, quando cerca de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar.
A queda ocorre após uma campanha do PT para ampliar o comparecimento às urnas. A mobilização foi uma das prioridades de Lula, que buscou incentivar eleitores ausentes no primeiro turno a participar da votação decisiva.


